Guia de
Primeiros Socorros (1)
O
intuito deste guia é orientar o
proprietário como agir em
situações em que o socorro
imediato ao animal se faz
necessário. E disso, muitas
vezes, irá depender a vida do
animal até que o socorro
veterinário seja possível.
Aprenda como agir em casos como
atropelamentos, convulsões,
envenenamentos, picadas de
cobra, etc..
Analise se o caso é de
emergência ou urgência.
Emergência: requer
medidas imediatas das quais a
vida do animal irá depender.
Exemplo - hemorragia, parada
cardíaca e/ou respiratória,
atropelamento, envenenamento,
choque elétrico, afogamento,
inalação de fumaça em incêndio,
etc..
Urgência: são casos de
menor gravidade, mas que devem
ser socorridos a tempo para que
o animal não tenha complicações
mais graves. Exemplo: vômito ou
diarréia intensos, piometra
(infecção uterina nas cadelas),
ausência de urina por mais de
24hs, convulsão e outros.
Seja qual for o caso,
procurar manter a calma.
Em desespero, o proprietário
pode cometer erros ou não
conseguir colocar em prática uma
medida simples, mas importante.
Sempre avalie se o animal
entrou em estado de CHOQUE.
Este estado significa um
deficiente suprimento de sangue
para os orgãos vitais, e pode
ser fatal.
Os sintomas do estado de
choque são:
- temperatura do corpo
baixa, principalmente nas
extremidades como patas e
orelhas
- batimentos cardíacos acelerados
- respiração acelerada
- pode ou não haver perda da consciência
- gengivas muito pálidas
O animal pode entrar em choque
em casos de hemorragia grave,
atropelamento, envenenamento,
choque elétrico intenso,
desidratação grave, queimaduras
graves e outras situações de
emergência.
O que fazer:
1. manter o animal deitado
de lado
2. manter a cabeça e região do
tronco mais baixos do que a
parte traseira do corpo. Isso
garantirá que o sangue chegue ao
cérebro e coração.
3. aquecer o animal: enrole-o em
um cobertor e coloque uma bolsa
de água quente ou garrafa com
água quente próximo ao animal,
se for possível.
4. coloque a língua do animal
para fora de um dos lados da
boca, para garantir que a
respiração não seja obstruída.
5. estanque qualquer hemorragia
(ver conduta em casos de
hemorragia)
transporte ou movimente o animal
delicadamente para evitar
traumatismos maiores e evitar
que ele sinta dores. Se
possível, improvise uma maca com
uma toalha grande ou cobertor.
procure auxílio veterinário o
mais rápido possível. Para isso,
tenha sempre à mão o telefone e
endereço do hospital veterinário
com plantão 24hs mais próximo de
sua localidade, ou de uma
clínica veterinária bem equipada
para atender emergências.
Emergências
Parada cardíaca e/ou
pulmonar: podem ocorrer
isoladas ou conjuntamente.
quando ocorre: em casos de
animais que receberam forte
choque ao morder fio elétrico,
atropelamentos, quedas ou
traumatismos graves, animais
cardíacos, afogamentos, etc...
sinais: colocando a mão sobre o
lado esquerdo do peito do
animal, não há sinais de
batimentos cardíacos e/ou
observando o tórax do animal,
não há movimentos respiratórios.
O que fazer:
deve-se proceder a massagem
cardíaca e respiração artificial
dentro de, no máximo, 5 minutos.
Deitar o animal sobre o lado
direito.
Respiração
artificial: com a sua mão,
feche a boca do animal segurando
firmemente o focinho. Eleve a
cabeça do animal e encoste sua
boca no focinho dele (você pode
usar um lenço fino para evitar o
contato direto). Sopre para
dentro das narinas até sentir
que o peito do animal se eleva.
Deite a cabeça do animal e
pressione o peito dele
delicadamente para que o ar
saia. Em 1 minuto, repita o
procedimento 8 a 10 vezes.
Verifique se o animal volta a
respirar. Continue a respiração
artificial, caso ele ainda não
esteja respirando. Alterne o
procedimento com outra pessoa
quando você se cansar.
Massagem
cardíaca: o cão deve estar
deitado sobre o lado direito.
Coloque a palma da sua mão sobre
o coração do animal (veja a
ilustração). Faça uma pressão
firme e rápida sobre a região e
solte. Você deve pressionar
rapidamente e soltar uma vez por
segundo. No caso de cães muito
pequenos ou gatos, usar as
pontas dos dedos para pressionar
o coração. Massagear por um
minuto e observar se os
batimentos cardíacos voltam.
OBS: no caso de você ter que
realizar conjuntamente a
massagem cardíaca e respiração
artificial, faça uma seqüência
de 5 ou 6 pressões sobre o
coração, intercaladas por uma
respiração.
Continue realizando esse
procedimento a caminho do
veterinário, caso o animal ainda
não tenha voltado a mostrar
sinais respiratórios ou
cardíacos. Se você não tiver
acesso rápido a um veterinário e
já realizou a ressuscitação por
mais de 30 minutos, sem sucesso,
dificilmente o animal
sobreviverá.
